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Além de questionar possível venda da SAF do Vasco a enteado de Leila Pereira, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, voltou a criticar o uso de gramados sintéticos por clubes da elite do futebol brasileiro, como o Palmeiras. A fala do dirigente foi concedida após o Fórum Nacional de Formação Esportiva, organizado pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), em Campinas, nesta quinta-feira.
"Nós queremos montar uma liga no Brasil para fazer ela ficar maior, melhor e mais lucrativa. Num campo de plástico? Brincadeira isso. Agora, quem decide isso, o foro adequado para você discutir esse tipo de assunto é dentro da CBF. É com a CBF que vocês devem questionar. O Flamengo já fez a sua consideração, existe fair play financeiro, que nós apoiamos, e fair play esportivo também. É só você ver porque que nas ligas que nós nos inspiramos, na Europa, não se joga em campo de plástico", criticou.
O mandatário do Flamengo aproveitou o assunto para provocar o Palmeiras. Na ocasião, ele citou o fato do Allianz Parque também receber shows e apresentações além de jogos do time alviverde. Para ele, este tipo de piso deve ser usado apenas quando não é possível ser utilizado o natural.
"Gente, o campo de plástico é uma forma de você poder manter o futebol vivo em países que passam 8 ou 9 meses por ano debaixo de gelo. Então a gente vai lá fora, pega uma ideia dessas, traz pra cá pra ter um custo de manutenção menor? Não é só ter um custo de manutenção menor, é para ganhar dinheiro com show. Quem quer ganhar dinheiro com show tem que mudar de segmento, vai fazer show. Quem quer ganhar dinheiro com futebol, quer o futebol forte do Brasil, deveria defender o campo natural de grama", disparou.
O presidente do time carioca ainda citou que o fato do Flamengo ser contrário ao uso da grama sintética não se trata de uma polêmica. Bap acredita que este tipo de piso nos estádios do Brasileirão desvaloriza a competição.
"Isso é mais ou menos como gravidez, ou você tem gravidez ou não tem gravidez, ou você é mentiroso, ou você não é mentiroso, não tem 95% desse assunto. Então, ou você tem uma liga de primeiro mundo com campos de grama, ou você não vai ter uma liga de primeiro mundo, porque a gente fica tentando criar subterfúgios e penduricalhos aqui e acolá. Essa posição do Flamengo é muito clara. O Flamengo pode definir a respeito disso, decidir? Não pode. Se pudesse, já teria feito nesse sentido. Quem pode e deve cuidar disso é a CBF", completou.
QUESTIONAMENTOS À POSSÍVEL VENDA DA SAF DO VASCO
Durante o Fórum Nacional de Formação Esportiva, Bap ainda questionou o iminente acordo para a venda da SAF do Vasco ao empresário Marcos Lamacchia, que é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O dirigente do Flamengo levantou suspeitas sobre o negócio, de modo que vê conflito de interesses no caso.
"Vamos falar especificamente do caso de Palmeiras e Vasco. No mundo inteiro, tem soluções em que fica muito claro que não é possível ser dono de dois clubes. 'Ah, mas ali não tem propriedade cruzada'. É claro que tem, a legislação nacional muito clara a respeito disso", afirmou o dirigente flamenguista.
Na oportunidade, Bap citou o empréstimo ao Vasco de R$ 80 milhões feito pela Crefisa, cuja presidente também é Leila Pereira. No empréstimo, realizado no ano passado, 20% das ações da Vasco SAF foram oferecidas como garantia.
"Eu queria ver qual a instituição financeira que vai emprestar dinheiro pra vocês e vai pedir como garantia ao dinheiro que está colocando o título da sua dívida. Quem faria isso? Só quem quiser tomar conta da sua casa. É só olhar o caso do empréstimo da Crefisa ao Vasco da Gama e qual foi a garantia solicitada", questionou.
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