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Empresária é baleada na nádega após briga em show no interior de SP

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O empresário Rafael Araldi Moreira, de 36 anos, foi preso em flagrante neste domingo, 12, após efetuar mais de sete disparos de uma pistola calibre 380, um dos quais atingiu a nádega de Giovanna Adriana Abdala, 29 anos, em Franca, no interior de São Paulo, informou a Polícia Civil. A defesa afirma que Rafael agiu em legítima defesa.

Giovanna, que estava com o marido, Marcelo Silva Rossato, de 33 anos, foi levada a um hospital particular em estado grave. Ela precisou passar por cirurgia após a bala ficar a milímetros da medula e perfurar o intestino, informou Rafael Souza Barbosa, advogado do casal.

Ao Estadão, o advogado disse que Rafael tentou entrar no camarote exclusivo de Marcelo, que trabalha na produção de eventos, durante o show de Henrique e Juliano, em Franca. O produtor teria impedido a entrada e chamado os seguranças.

O laudo pericial ao qual o Estadão teve acesso, indica que Rafael foi atingido antes da prisão por uma garrafa de vidro e um balde de gelo. Ele apresentava lesões no lado esquerdo do abdome, nas costas e no punho. Além disso, estava alcoolizado no momento da confusão.

Mais tarde, quando ia para casa, Rafael recebeu diversas ligações de Marcelo, que, segundo a defesa, foi tirar satisfação pelo ocorrido. O acusado passou o nome da rua onde morava e o chamou. Os dois já se conheciam de outros eventos.

"Após algumas horas o homem e a mulher foram até a casa dele [Rafael], que alegou ter ficado com medo e, por isso, efetuou os disparos que atingiram a vítima", informou a polícia.

Segundo o advogado Márcio Cunha, responsável pela defesa de Rafael, Marcelo teria ameaçado matar seu cliente. Rafael também alega que teria visto o produtor abaixar e ouviu um barulho de metal, o que o fez acreditar que Marcelo estivesse armado. Rafael disparou mais de sete vezes no chão e próximo ao carro para que o produtor fosse embora.

"Ele não teve em nenhum momento algum dolo de matar ninguém, ele queria afastar o Marcelo dali, entendendo inclusive que ele estava armado", disse Márcio ao afirmar que seu cliente agiu em legítima defesa. Minutos depois, o acusado acionou a polícia.

Ao contrário do que alegou o casal, a defesa de Rafael destacou que o camarote não era exclusivo. Ainda segunda a defesa, o atirador é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Segundo a polícia, o suspeito foi autuado em flagrante e encaminhado à delegacia. O caso foi registrado como disparo de arma de fogo, ameaça e lesão corporal no plantão da Delegacia Seccional de Franca.

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