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'Tsunami meteorológico' deixa um morto e dezenas de feridos no litoral da Argentina

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Um homem morreu e dezenas de pessoas ficaram feridas na tarde de segunda-feira, 12, após um tsunami meteorológico atingir praias do litoral de Mar Chiquita, na província de Buenos Aires, na Argentina.

A administração municipal de Mar Chiquita informou, em comunicado, que ondas gigantes surpreenderam e arrastaram banhistas e pescadores que estavam na água.

Segundo o jornal La Nación, a vítima fatal é Yair Manno, de 29 anos. O argentino morava na França, mas estava de férias em sua cidade natal com a namorada. No momento em que o nível da água subiu, ele estava na área da foz da lagoa.

O comunicado da gestão municipal menciona 20 feridos, com fraturas e contusões, principalmente na praia de Camet Norte. De acordo com a prefeitura, o risco de desabamento das falésias com o avanço do mar levou dezenas de pessoas a tentarem subir simultaneamente pelas duas únicas escadarias disponíveis, o que provocou novos acidentes.

Um nadador sofreu um ataque cardíaco enquanto tentava ajudar um familiar, mas foi reanimado por um salva-vidas com o uso de um desfibrilador externo automático.

"Foi uma tragédia inesperada. O tempo estava lindo, o mar calmo, com temperatura de 37ºC graus. Não era algo que pudéssemos prever", disse a diretora da Operação de Segurança nas Praias de Mar Chiquita, Andrea Lezcano.

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), o tsunami meteorológico - ou meteotsunami - é caracterizado por ondas gigantes, impulsionadas por distúrbios na pressão atmosférica, frequentemente associados a eventos climáticos de rápida movimentação, como tempestades severas e rajadas de vento.

"A tempestade gera uma onda que se move em direção à costa e é amplificada por uma plataforma continental rasa e por enseadas, baías ou outras formações costeiras", explica a agência americana. As ondas dos tsunamis meteorológicos podem ultrapassar 1,8 metro de altura. Segundo o La Nácion, em algumas áreas de Mar Chiquita, o nível da água chegou a subir até cinco metros.

Ainda de acordo com a NOAA, o fenômeno se diferencia dos tsunamis tradicionais por não ser desencadeado por atividade sísmica e pode ser confundido com ressaca marítima ou com seiche (onda de longo período).

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