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A agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que, até o momento, não há indicação de interrupção do trânsito pelo Estreito de Ormuz para rotas com origem ou destino fora do Irã, embora navios possam enfrentar maior presença militar, comunicações direcionadas e inspeções durante a travessia. A partir das 11h (de Brasília) desta segunda-feira, passaram a vigorar restrições de acesso marítimo anunciadas pelo governo americano, que afetam portos e áreas costeiras do Irã, incluindo regiões do Golfo Pérsico, do Golfo de Omã e do Mar Arábico a leste do Estreito de Ormuz.
Segundo o comunicado da UKMTO, as medidas se aplicam a embarcações de qualquer bandeira que operem em portos, terminais de petróleo ou instalações costeiras iranianas, abrangendo toda a costa do país e sua infraestrutura energética. Detalhes formais sobre a implementação, eventuais exceções e procedimentos devem ser divulgados por meio de avisos oficiais a navegantes.
Embarcações neutras atualmente em portos iranianos terão um período limitado para deixar o país, segundo a UKMTO. A agência recomenda que operadores mantenham elevado nível de atenção, prontidão nas pontes de comando e cautela nas comunicações, enquanto novas orientações devem ser publicadas.
As restrições a portos do Irã foi ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo ele, Washington não pode permitir que o Irã "chantageie ou extorque o mundo". Trump também reiterou que a segurança da via marítima é mais relevante para outras regiões do que para os EUA, embora reconheça que o fechamento afeta os preços globais do petróleo, elevando o custo dos combustíveis e a inflação. "Não usamos esse estreito. Temos nosso próprio petróleo e gás, muito mais do que precisamos", disse.
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