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O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira, 14, que concessões feitas pelo governo resultaram num presidencialismo fraco, que abriu o caminho para o Congresso assumir, via emendas parlamentares, o controle do orçamento da União.
Ao lembrar de seus mandatos como deputado e senador, Caiado pontuou que em sua época o debate se dava sob outros termos, sem negociações de emendas. "Não tinha essas deformidades, não tinha emenda impositiva, você discutia temas. Temos que restabelecer, desde que tenha presidente da República com autoridade moral para resgatar tudo isso", afirmou o pré-candidato em entrevista a jornalistas, após participação em fórum da Apex Partners.
Segundo Caiado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu mão de suas prerrogativas e as transferiu ao Congresso para não perder governabilidade. "Quando se tem um presidencialismo fraco, sem estatura moral, os poderes todos vão avançando como células que invadem o organismo. Falta comando", declarou o ex-governador. Ele acrescentou que o presidente, preocupado com escândalos de corrupção e comissões parlamentares de inquérito, as CPIs, entregou os anéis para não perder os dedos.
"Foi isso que você viu acontecer nesses anos de governo do PT", afirmou Caiado, evitando estender a mesma crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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