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Quem é o deputado estadual Thiago Rangel, preso em operação da PF

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Preso nesta terça-feira, 5, na quarta fase da Operação Unha e Carne, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) construiu sua carreira política no Norte Fluminense e se tornou aliado do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União), alvo de suspeitas de vazamento de informações de uma operação policial contra o Comando Vermelho (CV).

A reportagem pediu manifestação do parlamentar. O espaço está aberto para posicionamento.

Eleito deputado estadual em 2022, com 31,1 mil votos, Rangel teve um aumento patrimonial de 700% em apenas dois anos após deixar o mandato de vereador em Campos dos Goytacazes, de acordo com dados da Justiça Eleitoral.

Em 2020, o então vereador declarou um patrimônio de R$ 224 mil. Dois anos depois, declarou ter R$1,9 milhão. A ascensão financeira meteórica chamou a atenção das autoridades.

Em outubro de 2024, Rangel foi alvo da Operação Posto de Midas, da Polícia Federal, sob suspeita de fraudar licitações e lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.

Segundo a PF, a Receita Federal e o Ministério Público do Rio, o parlamentar liderava um esquema que dispensava licitações para favorecer as próprias empresas. Os contratos, de acordo com os investigadores, eram firmados com sobrepreço e usados para desviar recursos públicos, que depois eram ocultados por meio da movimentação financeira da rede de postos.

A corporação apontou em 2024 que ele mantinha uma rede com 18 postos de combustíveis, além de 12 empresas identificadas na investigação.

Antes de ocupar o posto de deputado estadual, Rangel ocupou cargos no Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e no Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ).

Investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de compra de materiais e de prestação de serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Rangel foi um dos alvos.

A investigação descortinou um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao crime organizado.

Segundo a apuração da PF, parte dos recursos públicos desviados era canalizada para contas ligadas a uma rede de postos de combustíveis controlada pelo grupo criminoso. Nesse ambiente, o dinheiro era incorporado ao fluxo financeiro dos estabelecimentos, sendo combinado com receitas legítimas para ocultar sua origem.

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